A Cosmovisão e o Cristianismo Nosso De Cada Dia


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A busca por sentido na vida se manifesta de diversas formas. Procura-se uma causa para abraçar, algo pelo que se poderia morrer, ou, como cantou Cazuza, “uma ideologia para viver”. E isso acontece desde as visões políticas até às religiões.

Como cristãos, diversas vezes é necessário que nos posicionemos a favor ou contra algumas dessas perspectivas discutidas em nossa sociedade. O nosso desafio então é a coerência entre as causas que apoiamos, os discursos que adotamos, e o cristianismo em si. Neste contexto, é preciso que entendamos que ele não é apenas uma ideologia, mas uma cosmovisão. Sendo assim, faz-se necessário que nós compreendamos, ainda que basicamente, este conceito, para que através dele possamos refletir e agir com relação às diversas questões de nossa sociedade.

O que é cosmovisão?
Heber Campos Jr , citando James Sire, define cosmovisão como: “um comprometimento, uma orientação fundamental do coração que pode ser expressa com uma história ou um conjunto de pressuposições e hipóteses, que podem ser total ou parcialmente verdadeiras ou totalmente falsas, e que detemos consciente ou subconscientemente”. Também, se analisarmos o sentido literal da palavra, podemos entendê-la como uma visão do mundo, fundamentada no contexto no qual o indivíduo está inserido, nas experiências que ele tem ao longo da vida, entre outras coisas. Neste tópico, Heber ainda diz que o “o homem é aquilo que o coração dele se apega”. Entendemos assim que ela parte da formação pessoal do homem, ou, de maneira simples, do seu coração.

 A cosmovisão Cristã 
Ao analisarmos as nossas atitudes e discursos, é importante que nós os percebamos como resultado de uma cosmovisão Cristã. Podemos ilustrá-la, conforme C.S. Lewis, como o sol, que através de sua luz vemos todas as outras coisas. Enraizada em nossos corações, como na definição de Sire, consciente ou subconscientemente, iluminará à maneira que agimos ou falamos. Pois, é como Jesus disse: “o homem bom tira coisas boas do bom tesouro que está em seu coração, e o homem mau tira coisas más do mal que está em seu coração, porque a boca fala do que o coração está cheio”.

Talvez seja bom que nós cristãos observemos a partir disso as perspectivas políticas e sociais que defendemos, as críticas que fazemos e as nossas atitudes em geral. Analisemos se elas estão de acordo com o que cremos.  Como o salmista, peçamos para a Deus que ele sonde nosso coração, e como na bela canção “come thou fount”, que Ele o “afine para cantar a sua graça”. Pois, é a transformação do nosso interior, alinhando nossas atitudes às palavras de Cristo que darão coerência e verdade às nossas ações.

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Mayara Lima é professora de inglês graduada em Letras Estrangeiras Modernas pela Universidade Estadual de Londrina e pós-graduanda em religiões e religiosidades pela mesma Universidade. Como estudante, tem interesse em estudos da linguagem focados na tradução de textos religiosos e em análise do discurso. Pessoalmente, gosta de literatura, especialmente poesia, e também teologia. Mora em Apucarana, no Paraná, e congrega e serve na Comunidade Nova Aliança nesta cidade.

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