Romanos 9 – A Prioridade do Coletivo no Argumento de Paulo (Parte II)

No ultimo texto exploramos algumas razões para concluir que Paulo teria em mente um grupo como o objeto da eleição divina em Romanos 9. Utilizei argumentos culturais, teológicos, bíblicos, e filosóficos para sustentar minha tese. Neste momento irei considerar algumas possíveis refutações ao meu sistema e concluir meu breve estudo no final.

Refutação

Soteriologia?

A primeira objeção a ser analizada é uma que vai direto na fundação da eleição, porque afirma que Romanos 9 não é soteriológico, mas sim que lida com o destino histórico de Israel. O lamento de Paulo nos primeiros versos é muito similar ao de Jeremias e Daniel. Ambos eram reações ao exílio de Israel e não tinham conotação soteriológica (Jeremias 4:19-21; 14:17-22; Daniel 9). Isso leva muitos teólogos a entenderem que “a questão em debate não é o eterno destino de ninguém, mas a história de Israel e sua significação como nação escolhida” [26]. Forster e Marson não vêem nem o endurecimento de Faraó, nem a escolha de Isaque e a rejeição de Ismael como sendo relacionada a salvação [27]. Um comentarísta clássico no livro de Romanos, Cranfield, afirma que “o que está em questão aqui não é salvação ou condenação escatológica, mas as funções históricas daqueles a quem o texto se refere, e as suas relações de desenvolvimento na história da salvação” [28].

Aqui respondo que mesmo que Romanos 9 tenha elementos históricos, que eu creio que tenha (especialmente para a história da salvação), a linguagem escatológica e as conexões soteriológicas com o restante da carta não pode ser ignorado desta forma. A palavra grega pela qual temos “anátema” em Português (ἀνάθεμα), é usada por Paulo com termos negativos em 1 Coríntios 12:3, 16:22, e Gálatas 1:8-9 [29]. Schreiner concorda com a etimologia própriamente entendidade, afirmando que isso “está de acordo com a ideia do AT de חרם na qual objetos e pessoas eram devotados à Deus para sua destruição (Levíticos 27:28; Deuteronômio 7:26; 13:17; Josué 6:17-18; 7:1, 11-13; 22:20; 1 Crônicas 2:7; Zacarias 14:11). Em Romanos 9:3 o termo se refere ao julgamento escatológico: o sujeito é amaldiçoado eternamente e separado eternamente da presença de Cristo” [30]. Levando em consideração Romanos 9:1-3, Schreiner também nota que “o luto de Paulo não pode ser traçado de volta aos infortúnios políticos de Israel, porque Paulo não desejaria ser separado de Cristo para toda a eternidade simplismente porque Israel estava sofrendo politicamente debaixo das mãos de Roma ou por que Israel não estava sendo abençoada com prosperidade material [31]. É tolice pensar que Paulo, aquele que aprendeu que a graça de Deus lhe bastava, se lamentaria sob a realidade política de Israel a ponto de desejar ser separado de Cristo para mudar tal situação.

Indivíduo? E a Aseidade?

Outros vão argumentar que, apesar dos elementos coletivos em Romanos 9, a eleição individual é primária [32]. Schreiner afirma que a prioridade do coletivo implica que Deus está “escolhendo um grupo, mas [que] a dimensão individual, na verdade, se refere à nossa escolha de entrar neste Grupo que Deus escolheu” [33]. Levado as ultimas consequências, isso nos traz a uma abolição completa da eleição da parte de Deus, visto que indivíduos escolhem ser parte do grupo, causando sua própria eleição. Schreiner, no entanto, parece ter confundido o sentido Calvinista do significado da eleição com o que quero dizer por “condicional” (conforme explicado anteriormente). Para distinguir as ações de Deus, Leighton Flowers utiliza-se da parábola do casamento para explicar sua idéia [34]. Flowers afirma que Deus não possui apenas uma escolha de eleição, mas sim três. E estas três podem ser explicada em Romanos como segue:

  1. Deus escolhe Israel para ser Sua nação, e isso não foi pelos méritos de Israel, mas pelos propósitos soberanos de Deus (Gênesis 12:3).
  2. Deus escolhe Israel para ser a nação “pela qual a lei, os profetas, e Sua Palavra seriam entregues ao mundo todo” (Romanos 3:1-3). Isso também não é creditado à boa reputação de Israel, mas se deve somente à graça de Deus (Deuteronômio 7:7; Romanos 9:11, cf. Atos 22:3-4).
  3. Esta terceira escolha é condicional, enquanto as duas primeiras são incondicionais. Em Mateus 22:11-14, Deus escolhe que somente aqueles que se encontram vestidos de maneira apropriada serão admitidos na festa. Em Romanos o sujeito entende que o sujeito é permitido na Nova Aliança somente se ele estiver revestido da fidelidade de Cristo à Aliança. Isto é, se ele tiver fé em Cristo.

Abasciano nota que “o cumprimento do propósito de Deus e de suas promessas de abençoar o mundo (cf. Romanos 9:4, 6-9) depende de sua soberana liberdade em designar quem quer que ele escolha como o povo da Aliança, debaixo de qualquer circunstância que ele decidir estabelecer” [35]. Portanto, a eleição ainda permanece intacta, não se referindo a indivíduos em sí, mas a como indivíduos vem a se tornar participantes na Aliança. Afirmar que Deus pode fazer o que ele bem entender e desejar não é sinônimo de afirmar que Deus não tem razões para aceitar (dentro da aliança) ou eleger. Também não significa que suas escolhas não possam incluir seres livres. Se isso parece gerar um problema para a aseidade divina, como pode o oposto não é verdade também? Se Deus livremente escolher dar liberdade a suas criaturas e eleger não somente quem faria parte da Aliança mas também como ele quer que eles sejam incluídos nesta aliança é prejudicial à aseidade, então Deus livremente escolher não fazer o mesmo, negando portanto a liberdade humana, também o é. A liberdade em escolher pessoas depende não daquele que deseja, mas da vontade de Deus (9:16). Indivíduos são eleitos em Romanos 9, mas eles são eleitos em Cristo da mesma maneira que o povo de Israel foi eleito em Jacó.

Spurgeon Responde Calvino

João Calvino crê que meu ultimo ponto nada mais é que dizer que eleição vem através da presciência divina [36]. Isso já foi discutido anteriormente, mas vale a pena notar que a idéia Calvinista parace ter implicações aterrorizantes. Calvino é levado a afirmar que “nem todos são criados nos mesmos termos, mas alguns são pré-ordenados à vida eterna, outros à condenação eterna; e, de acordo, como cada um foi criado para cada um destes fins, dizemos que ele foi predestinado ou a vida ou a morte”. Parece que Calvino uniu todas as três escolhas divinas em uma, o que já foi respondido por Flowers. Sua falta de entendimento sobre o assunto o levou a afirmar que o pecado, no réprobo, triunfou sobre a imago Dei, tornando pessas éticamente desiguais. Também o levou a afirmar que àqueles que rejeitam a Cristo, indivíduos que foram criados na imagem e semelhança de Deus e possuem a mesma em si, foram criadas somente para sua condenação. C. H. Spurgeon ficaria surpreso por tais idéias no início de sua jornada como pregador. Ele declarou seu desdém por esta doutrina dizendo o que segue: “Eu tenho dó de você, é só isso que eu posso dizer: você merece lástima por conceber um Deus tão ruim, o mesmo Deus cuja misericórdia dura para sempre” [37]. Parece que a misericórdia de Deus diminuiu de forma significante sobre os préviamente condenados antes mesmo de eles pecarem no mundo real. Seria isso uma condenação pelo conhecimento contrafactual de Deus? Será que o Calvinista vai querer entrar nessa discussão supondo idéias que são incoerentes com o seu sistema e “emprestadas” do Molinismo?

Eu falho em encontrar coerência entre Deus colocar sua própria imagem nas pessoas, e propositalmente rejeitá-los antes mesmo de eles terem nascidos, e logo após isso lamentar sobre a rejeição destes mesmos à ele (1 Timóteo 2:4; 2 Pedro 3:9; João 3:16; Ezequiel 18:23). Isso parece negar que Deus deseja que todos sejam salvos e venham ao conhecimento da verdade. Deus não deseja que ninguém pereça, visto que quer que todos alcancem o arrependimento. Deus não tem prazer na morte do justo, e todas estas idéias parecem ser incoerentes com um Deus que implantaria sua imagem em suas criaturas como sua assinatura, e então monergísticamente condená-los à punição eterna (se você for me acusar de Aniquilacionismo ou qualquer heterodoxia sobre a doutrina do Inferno você deveria ler este texto aqui antes de me acusar).

Eleição individual? Nunca!

Muitos lêem os argumentos positivos para uma teoria harmoniosa entre corporativo e individual e acabam por afirmar aquilo que Abasciano, errôneamente creio eu, afirma: que Paulo nunca fala sobre eleição individual. Romanos 16:13 é uma instância na qual eleição individual parece estar bem clara. Mas mesmo aqui, mesmo se a eleição à salvação for o caso (o que não parece ser, devo acrescentar), Rufo que foi eleito no Senhor, e nós já vimos que tal idéia comporta uma eleição condicionada e localizada. Isso não nega o conceito de eleição corporativa, mas sim o confirma, mostrando um indivíduo singular eleito no Senhor através da eleição do Povo de Deus (RA).

Romanos 8:28-30 aqui é chamado de “Golden Chain of Salvation”. Tal texto é soteriológico e se refere à indivíduos. Mas isso, como já visto anteriormente, não apresenta nenhuma dificuldade para mim, visto que meu texto foca na eleição em Romanos 9, e não em cada texto da Bíblia. Se de fato existe a eleição de indivíduos (à salvação) em algum outro lugar da Escritura, devo lembrar o leitor que a existência de tais textos não ameaça minha tese de forma alguma. A visão harmoniosa que apresento nunca negou a existência da eleição individual, ela apenas sugere como tal eleição deve ser entendida à luz do corporativo. Tambeem sugere uma interpretação contextual de Romanos 9 à luz do AT, razões culturais, e possibilidade modal.

Você Não Entendeu o AT

John MacArthur, no entanto, utiliza-se do mesmo contexto do AT para provar que a salvação é primeiramente individualística em Romanos 9. Ele crê que enquanto o AT focava no todo, o NT foca nas partes [38]. O propósito de Deus, explicado em Romanos 9:6-13, não é salvar Israel, mas sim salvar alguns Israelitas que são eleitos dentro deste grupo [39]. E nenhuma outra explicação é necessária, porque “Deus não precisa de justificação para nada que Ele faz–incluindo chamar alguns para a salvação e não chamar outros” [40]. Se este é o caso, por que Paulo lamenta? Porque Paulo (basicamente) deseja ir para o inferno para salvar seus compatriotas? Se Paulo está seguro que aqueles que estão condenados só estáo condenados porque Deus assim desejou, qual o motivo para lamentar? Seria Deus aquele indivído dos Jogos Mortais que tem a obrigação extrínsica de escolher quem ele vai matar, então ele mata um com os olhos fechados enquanto chora? Será que Paulo choraria pelos propósitos “secretos” de Deus se eles são tão bons? Será que Paulo está desafiando a Deus? Os propositos de Deus estão se cumprindo, Paulo! Não seria isso razão para gozo e alegria?

Norman Geisler apresenta dois problemas com esta interpretação. Ele afirma que “a passagem não está se referindo a indivíduos em sí, mas a nações” [41]. Ele declara que Esaú é o representante de Edom (cf. Malaquias 1:2) e Jacó representa Israel (cf. Romanos 9:2-3). Geisler também declara que o texto não lida com a eleição de indivíduos, mas com a escolha de Israel como o meio pelo qual Cristo proveu a salvação para todo aquele que crê (cf. Gênesis 12″1-3 e Romanos 9:4-5). Apesar destas clarificações, Schreiner se junta a MacArthur e afirma que Romanos 9 está lidando com indivíduos. Sua razão? A linguagem singular do texto [42]. Em Romanos 9:15 Paulo cita Êxodo 33:19 utilizando a linguagem singular que indica que Paulo quis tratar de indivíduos. Isso parece tornar com que 9:16 e 18 fluam naturalmente no texto. Entretanto, devemos notar que a passagem do AT se refere a nação de Israel como nação da Aliança [43]. Abasciano explica que “na tradução da LXX, tradução qual Paulo cita, temos um caso de uma referência a uma entidade corporativa com terminologia singular na medida emque ela representa o pensamento Hebraico em uma espécia de singular coletivo” [44]. Este argumento não pode ser descartado, visto que em 11:2 Paulo faz a mesma coisa. Também pode ser notado que na eleição de Jacó, um indivíduo singular, temos a eleição de Israel. E mesmo que este não fosse o caso, o ponto de Paulo seria de que Deus concede misericórdia a indivíduos, o que, no fim das contas, não faz diferença alguma no argumento que eu apresento.

Conclusão e Implicações

Portanto, Romanos 9 prioritiza o coletivo sob o indivíduo. Tal ideia tem implicações extremamente práticas para a comunidade de Deus. Primeiro, ela se nega a afirmar que a identidade do Corpo de Cristo ou de seus indivíduos dependa dos singulares. Deus é o unico que declara ao seu Corpo sua verdadeira identidade. Na santificação, isso significa que eu devo me tornar quem eu já sou em Cristo, e me priva de declarar guerra contrar minha própria ontologia. Isso reinforça a tarefa altamente exigente da santificação por oferecê-la um novo foco. Indivíduos devem ser entendidos à luz da identidade do Corpo, o que nos leva a segunda implicação.

A comunidade de Deus sempre foi o propósito de Deus. Em Gênesis 1 Deus cria tudo e tudo é bom em si mesmo, a não ser a humanidade. Humanos são declarados “bons” não quando estão sozinhos, mas quando comunhão acontece (1:18 e 22). A Igreja de Cristo, um grupo de crentes em comunhão com Deus e entre si, é o que existe no coração de Deus. Indivíduos que são parte deste grupo são chamados “o povo de Deus”, e os tais devem refletir seu caráter em comunhão com Deus e com Seu povo. Devamos lembrar que o Deus Triuno, antes mesmo de criar, de trabalhar, ou de fazer algo, vivia em comunhão consigo mesmo. Logo, relacionamentos que espelham o relacionamento intra-trinitário de Deus sempre estiveram nos planos de Deus, antes mesmo da criação. E entender a sí mesmo como parte deste grande projeto é mui mais grandioso do que ver a si mesmo como um mero crente que aceitou Jesus em seu coração e agora está esperando para ir para o Céu.

Terceiro, isso implica que a teologia é um ato comunal, como já expliquei neste texto. Teologia é muito mais que um exercício intelectual; é um exercício espiritual. Segue que somente o povo de Deus pode praticar teologia de maneira quasi ideal. Os aspectos práticos da teologia devem ser colocados em prática pela comunidade de fé e dentro desta comunidade dos crentes. Logo, os aspectos comunais que seguem do entendimento coletivo de Romanos 9 se encaixa perfeitamente nos nossos propósitos teológicos: trazer os perdidos à Aliança, à este relacionamento justificado por Deus. Após isso, quando já faz parte desta comunidade, promovemos crescimento dentro da comunidade de forma interna e externa. A formação desta comunidade era o propósito do primeiro eleito, Abrão. A vida desta comunidade em si e seu refletir do caráter de Deus através de suas ações em um mundo ainda não redimido é o objetivo da igreja. A igreja glorifica a Deus através do levantar de mãos à Deus e do estender de mãos ao carente; o todo, as nações, o “tudo” que existe debaixo do senhorio de Cristo é nosso campo missionário. Romanos 9, quando entendido em termos corporativos, não subestima isso, mas sim enfatiza através do demonstrar de um Deus que elegeu Cristo como o cabeça da Aliança, e seu povo como o grupo que trará mais indivíduos à Aliança para se deleitar nos benefícios da salvação; os benefícios de serem eleitos em Cristo.

Por ultimo vejo que cristãos podem confiar na Palavra de Deus. Suas promesas não falharão. Elas são as mesmas que nunca falharam com o povo de Israel, e elas não falharão na Nova Aliança. Isso não somente dá segurança aos cristãos a respeito de sua salvação, mas encoraja porque vemos um Deus que está aberto e pronto para receber mais indivíduos em sua Aliança. Eleição em Cristo está disponível e Deus é fiel para cumprir suas promesas a todos que crerem. Não obstante, o evangelho é a salvação de Deus para todo aquele que Nele crê (Romanos 1:16).

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[26] Roger Forster e Paul Marston, God’s Strategy in Human History (Wheaton: Tyndale Publishers. 1973), 67.

[27] Ibid., 53-54, 75.

[28] C. E. B. Cranfield, “A Critical and Exegetical Commentary on the Epistle of Romans”, The International Critical Commentary (Edinburgh: T&T Clark, 1979), 479.

[29] Noto aqui que Paulo utiliza esta palavra somente em seu sentido negativo por mais que sentidos positivos sejam conhecidos.

[30] Thomas R. Schreiner, “Romans”, Baker Exegetical Commentary on the New Testament (Grand Rapids, Michigan: Baker Academic, 1998), 480.

[31] Schreiner, “Corporate and Individual Election in Romans 9: A Response to Brian Abasciano” no Journal of the Evangelical Theological Society 49, 2 (2006), 374.

[32] Ibid., 376.

[33] Ibid.

[34] Leighton Flowers, The Potter’s Promise: A Commentary on Romans 9 (Bloomington, Indiana: Booktango, 2015), localização 242-298 de 1848. Versão Kindle.

[35] Abasciano, “A Reply”, 363.

[36] João Calvino, Institutes of Christian Religion, III. 21. 5

[37] C. H. Spurgeon, “Jacob and Esau” no The New Park Street Pulpit (Pasadena: Pilgrim Publisher, 1981), 118.

[38] John MacArthur, “Romans 9-16”, The MacArthur New Testament Commentary (Chicago, Illinois: Moody Publishers, 1994), 13.

[39] Ibid., 26.

[40] Ibid., 27.

[41] Norman Geisler, Systematic Theology: Sin, Salvation, volume 3 (Minneapolis, Minnesota: Bethany House, 2004), 195.

[42] Thomas Schreiner, “Does Romans 9 Teach Individual Election unto Salvation? Some exegetical and Theological Reflections” no Journal of the Evangelical Theological Society 36, 1 (1993), 34.

[43] Brian Abasciano, Pauls Use of Old Testament in Romans 9:1-9: An Intertextual and Theological Exegesis (New York: T&T Clark, 2005), 159-171.

[44] Ibid.

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Natan de Carvalho é estudante de Teologia e Filosofia na Southeastern Baptist Theological Seminary, na Carolina do Norte. O Catarinense, de Jaraguá do Sul, agora reside em Raleigh, aonde congrega e serve na Crossroads Fellowship Church. Natan também está colaborando na tradução do Logos Bible Software para o Português. Completou o Intensivo Ministerial e Missionário com o minstério Clamor de Media Noche, e também cursou teologia no Instituto Teológico Batista Catarinense.

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